segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA DA EDUCAÇAO NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO: O QUE PENSAM OS ALUNOS

Solange do Rocio Dias de Almeida
João Carlos da Silva

RESUMO
Artigo como resultado das atividades desenvolvidas no projeto de monitoria intitulado: A importância da história da educação na formação pedagogo, desenvolvido, no período de fevereiro a dezembro de 2010. Apresentamos algumas reflexões acerca dos planos de ensino da disciplina da história da educação II, traçando sua trajetória no curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE nos respectivos anos letivos entre 1972 a 2010. Apresentamos o resultado do questionário aplicado junto aos alunos do curso de pedagogia referente á importância da historia da educação no curso de pedagogia. E discute o papel da disciplina na formação do pedagogo, como uma das áreas fundantes do curso de pedagogia sobre ao quais os demais conhecimentos de alguma maneira estão sendo articulados.



História da Educação e uma disciplina, um campo de pesquisas
A disciplina de historia Final nasceu no final do séc. XIX (Europa/EUA), nos Cursos Normais e de Formação de Professores, logo, relacionada à área da pedagogia, e não se desenvolveu como área da história (LOPES, 2001). No Brasil a história da historia da educação está associada à trajetória das Escolas normais, aos cursos de Pedagogia e Filosofia. Algumas conseqüências essa história trouxe para a disciplina a relação à pedagogia, o ensino dificultou sua constituição como uma área de pesquisa; como seu desenvolvimento não foi da área da história esta não valoriza no seu objeto a educação. A relação da história da educação com a pedagogia e a filosofia fez com que a pesquisa da historia da educação se voltasse para a história das idéias pedagógicas e a fonte investigada fosse à obra dos grandes pensadores (LOPES, 2001, p.26 e 27).
Outra conseqüência da relação história da educação e pedagogia traz é que ao alguns trabalhos dos últimos anos foram influenciados por um etos religioso por ter se desenvolvido ao lado da filosofia. Ou seja, uma postura salvacionista da educação. A partir de 1950/60 que começa a configurar um campo de pesquisa em historia da educação, mediante o levantamento de fontes. Em 1955 foram Criados de Centros de Pesquisa educação nos estados vinculados ao INEP, que impulsionaram a realização de investigações na área da pesquisa. Outra conseqüência que a inserção da história da educação trouxe foi, o vício de se pensar a realidade naquilo que deveria ser e não no que ela é busca de fórmulas para resolver os problemas da educação antes de conhecê-los profundamente.Essa inserção no campo da pedagogia também provocou nos pesquisadores uma tendência em explicar os fenômenos educativos do passado em si mesmos, sem relação com o contexto mais amplo da época (LOPES, 2001, p .31).
Outra conseqüência está no próprio perfil diversificado dos pesquisadores: são pedagogos, historiadores propriamente ditos e professores especialistas em suas disciplinas. Isso gerou uma heterogeneidade na produção da área nos aportes teóricos, metodológicos e temas pesquisados (LOPES, 2001.p. 32).
Outro fato que parece ter contribuído para os contornos que a disciplina assumiu foi que por muito tempo, a história da educação ensinada nos cursos de formação de professores era restrita á História Geral da Educação, baseadas em outros livros. Somente em 1970 se inicia nos cursos de pedagogia uma disciplina especifica que trata da história da educação (LOPES, 2001, p.33).

Novos objetos, novas fontes
No Brasil a partir de 1980, observam-se mudanças qualitativas/ quantitativas, surgindo diversos espaços para discussão da produção realizada no campo da história da educação (associações científicas, eventos e periódicos, fóruns, (ANPEd), HISTEDBR, Sociedade Educação no Brasil em1991, Sociedade Brasileira de História da Educação (1999),destaca-se também a realização de eventos como seminários ibero- americano e luso-brasileiros que tem auxiliado na consolidação da pesquisa na área (LOPES,2001,p 35). Podemos destacar, nas ultima décadas duas grandes tendências que influenciaram no campo da história da educação contribuindo para o processo de renovação: o marxismo e a Nova historia (LOPES, 2001, p.35).
No final da década 1970 e inicio de 1980, Althuser e Gramsci foram os autores mais estudados, situar a história da educação a outros aspectos da sociedade não analisando o fenômeno educativo em si mesmo (análise macroscópicas), vendo a educação como um problema macroestrutural, no interior das condições econômicas das diferentes sociedades. Dá importância à categoria de classe social para a compreensão da educação no passado. Não mais os indivíduos eram responsáveis pelos educacionais, mas, sobretudo os grupos sociais (LOPES, 2001, pg. 36).
A Nova História tem alargado os temas, os objetos, as fontes e as abordagens utilizadas tradicionalmente pelos pesquisadores da história da educação.Segundo essa perpctiva a história não se restringe à política, interessada por aspectos econômicos, sociais e culturais da sociedade (as crianças, as mulheres, as camadas populares, sentimentos, emoções e mentalidades (LOPES, 2001, p.39).
Nesse processo, a história se aproximou da Antropologia e da Lingüística, desloca-se assim, o interesse pelas idéias e legislação para as práticas, os usos e as apropriações dos diferentes objetos educacionais. Tem se estudado a cultura, o cotidiano escolar, a organização e o funcionamento interno das escolas, a construção e o conhecimento escolar, o currículo, a disciplina e os agentes educacionais (professores, alunos e alunas), a imprensa pedagógica, os livros didáticos, etc. têm sido estudados e valorizados.
A história da educação tem inovado e incorporado categorias, como de gênero de etnia e de geração ao lado da classe social, hoje questões fundamentais para entender o que foi a educação brasileira. Outra tendência é realizar estudos mais localizados com realidades mais circunscritas e com períodos mais curto s de tempo, anacronicamente tendia-se a considerar os estados ou cidades que são atualidade como igualmente importantes no passado.
Somente em 1930 foram instituídas legislações centralizando o ensino, no que diz respeito à extrema especialização, e realizar estudos mais localizados aponta para a vantagem de aprofundamento, mas corre ao mesmo tempo risco de investigação de objetos tão recortados, que não explicam nada, tornando-os superficiais.
Segundo Lopes:
Tem havido um esforço, por exemplo, em sistematizar a discussão sobre as fontes, que pouco a pouco, vem sendo incorporadas aos estudos, como a fotografia, a literatura e, as estatísticas escolares e até a legislação escolar, já tão utilizada anteriormente, uma das marcas da história da educação hoje é exatamente se dialogo permanentemente com a produção historiográfica propriamente dita e seus arcabouços teóricos metodológicos (LOPES, 2001, p.44).

Outro desafio para a compreensão da historia da educação brasileira diz respeito aos períodos investigados, os primeiros trabalhos buscaram estudar o período republicano, notadamente o estado Novo, foi privilegiado pelos estudos Marxistas, nos últimos anos o interesse dos pesquisadores tem sido pelo século XIX, sobretudo pelo processo de institucionalização da escola brasileira.
Em relação ao período colonial, pequenos estudos foram realizados sobre esse momento, devido a alguns fatores: com os documentos são mais raros e menos visível e menos inteligíveis pelos pesquisadores , o próprio fenômeno educativo é mais fluido e menos visível pelo período caracteriza-se a quase ausência de iniciativas oficiais em relação educação.
Em todos os casos tem - se verificado, cada vez mais, que a periodização deve ter seu marcos na lógica do próprio objeto pesquisado. Apropriar-se de marcos meramente políticos ou econômicos de uma suposta historia mais geral nem sempre tem funcionado para explicar os fenômenos educativos (Lopes, 2001, p.46).

No Brasil os trabalhos recentes sobre a história da educação trazem poucos resultados e poucas inovações, muitos não passam de compilações apressadas, tendo como fio condutor as obras dos grandes educadores, os mais recentes trazem marcas do Marxismo estruturalista, em geral relacionada com os “contextos” mais gerais da história que pouco auxilio na compreensão do passado, como a cultura, e o cotidiano da escola, o lugar das mulheres dos negros e dos índios (LOPES, 2001, pg.47e 48).
Tem se constado ainda que a produção de pesquisas da área não vem sendo acompanhada da produção de livros didáticos, a pesquisa tem priorizado temas pontuais, estudos panorâmicos tem sido mais escassos, o ensino da Historia da educação não tem sido discutido nos fóruns acadêmicos, nem nos artigos publicado e com isso pouco conhecimento se tem das experiências realizadas por professores na sala de aula (LOPES, 2001, pg. 48).
Um novo dilema para os historiadores da educação tem sido selecionar aquilo que pode ser importante para o professor que esta se formando e que não será um historiador da área da educação. Como pensar um conhecimento que seja importante para a pratica pedagógica, sem justificá-la atrás da crença na utilidade da historia.
Verificaram ainda o interesse em desenvolver estudos sobre penetrar no dia-dia da escola de outros tempos, tem sido considerado que e preciso conhecer a historia do ensino, que estão com a inserção de meninos e mulheres no sistema de ensino (alunas e professoras)
Assim um dos aspectos que tem sido investigado pelos historiadores da educação refere-se à reconstrução dos processos que gerarão a progressiva institucionalização da escola com espaço nuclear de transmissão do saber nas diferentes sociedades ou regiões de um mesmo pais (LOPES,2001, p.53).

Estudos sobre o letramento têm contribuído para mostrar as mais complexas relações, entre os níveis de escolarização, e na definição daquilo que se deve ser ensinado na escola quanto os saberes disciplinares (LOPES, 2001 p.54). A história do livro e cronologicamente anterior a historia da leitura, esses estudos tem focalizado três principais momentos implicados no ato de ler: a produção, a circulação e as apropriações do material de leitura, não apenas as pesquisas estudam os objetos de leitura, mas também outros tipos de leitura como, por exemplo, a literatura popular, e também materiais não impresso nas diferentes sociedades como: cartazes, pichações e ate mesmo lapides. Os estudos a cerca dos objetos de leitura procuram saber como esses, foram disponibilizados aos leitores de determinada época, e os principais agentes como: os editores, os livreiros, instituições destinadas à circulação desses escritos, tantos os informais como os convencionais (LOPES, 2001 p.57)
Para se investigar as sociedades passadas o pesquisador tem que pesquisar diversas fontes como: documentos legais, pinturas, fotografias, textos literários, buscando compreender momentos considerados decisivos que provocaram revoluções na forma de ler na historia do mundo ocidental. (LOPES, 2001 p.60)
Falar da historia da criança e falar do autor Philippe Ariés e sua obra que e considerada marco, na medida em que tomou a infância e as representações sobre ela um objeto histórico, esse livro suscitou uma serie de criticas, que repercutiram através de artigos e livros que foram escritos a partir se suas idéias. Nesses pesquisadores medievais já havia uma consciência de infância predominantemente moral e religiosa. (LOPES, 2001 p.62). A história da família (pais, mães, ou da paternidade ou maternidade) são os domínios mais pesquisados. No Brasil é a historia do abandono das crianças, e sobre a roda dos expostos. (LOPES, 2001 p.64)
A ausência de registro e uma das principais dificuldades, só podendo se chegar a historia através de traços indiretos, ou seja, do ponto de vista dos adultos, os pesquisadores tem usado diversos tipos de fontes, em geral representações encontradas em obras literárias, arquivos, esculturas, ou outros trações deixados, objetos utilizados por meninos e meninas no seu cotidiano, como brinquedos, vestimentas, tem auxiliado a compreender a vida das crianças em outras épocas. (LOPES, 2001 p 64.65)
Sobre o estudo sobre a história dos jovens, os mais recentes temas têm sido abordados a partir de uma perspectiva sócio-cultural, abordar a juventude historicamente e deparar-se com as mesmas dificuldades que não se confundem com a dos historiadores da infância. Essa face da vida se define muito mais pelo seu caráter de limite e por uma estabilidade e fixidez. (LOPES, 2001 p.67)
Na década de 1980 surgiram trabalhos como: dissertações, teses que incluem a categoria gênero como fundamental para interpretação, tanto aquelas que têm por objeto a mulher e suas particulares relações, seja na família na empresa ou na escola. (LOPES, 2001 p.70) A história da mulher tomou forma no Brasil sob o nome de movimento feminista que tinha como objetivo fundamental a conquista de direito iguais aos dos homens as mulheres. Esse movimento repercutiu nas pesquisas e nas obras resultantes sobre tudo no campo das ciências sociais e Humanas. (LOPES, 2001 p.68)
LOMBARDI, (2004) por sua vez, ao discutir significado da palavra história e história da educação, centra suas observações sobre os vários sentidos que o termo história implica, e a ambigüidade que o termo apresenta como uma moeda de diferentes faces, buscando seu entendimento a partir da análise marxista de tais conceitos Marx quanto à construção de uma ciência unitária: A ciência da história pode ser examinada os sob dois aspectos: em historia da natureza e história dos homens. Existe uma relação dialética, pois existe a natureza porque existem os homens e vice e versa.
A história da educação só se constituiu disciplina diferenciada, na perspectiva de ampliação e aprofundamento da concepção e classificação de ciência apartir da matriz positivista e suas variantes.
O segundo conceito discutido por Lombardi é historiografia, onde apresenta três concepções: seguindo a indicação de (Dicionário filosófico) Abbgnano sendo historiografia a composição de dois termos grafia e historia, podendo ser traduzido como escritas da língua portuguesa, sendo sua utilização recente cunhada pelo monge Tomaso Campanela como significado de arte de escrever corretamente a historia, que foi usado até Crose o pai do presentismo que diferente de Campanela, historiografia se tratava de um campo da própria história e dedicado ao estudo dos conhecimentos históricos (LOMBARDI, 2004).
Podemos então entender que a historiografia da educação como um campo de estudo que tem por objeto de investigação as produções históricas que estudam a educação. Outro aspecto a ser discutidos é a questão das fontes históricas e fontes historiográficas. Não é possível o entendimento do objeto de investigação sem as fontes, e estas por sua vez como matéria que fundamenta e embasa a própria pesquisa histórica. Essas mesmas fontes nem sempre são encontradas facilmente, de forma semelhante ao uso da fonte de água pelo homem, na maioria das vezes se torna acessível depois de várias buscas, pois nem sempre todas as ações históricas ficaram registradas para a posterioridade, e não poderão ser recuperadas e contadas.
Ainda com relação às fontes, é preciso destacar que o historiador elege, organiza e interpreta suas fontes em conformidade com suas opções metodológicas e teóricas.
Nem sempre documentos ou testemunhos, artefatos que o homem produziu tornam possível o entendimento do homem sobre sua própria trajetória, resta ao pesquisador a alternativa: definir o que deseja estudar delimitado o objeto de investigação e buscar outro tipo de fonte que ajude a levem a novos dados, todos os tipos de fontes são válidos, pois a diversificação pode revelar aspectos e características diferenciadas das relações do homem para alem das fontes convencionais. A pesquisa da historiada educação tem se beneficiado pelo uso de informática e comunicação, muitos sites oferecem uma grande quantidade de fontes disponibilizadas por fidedignas instituições depositárias (LOMBARDI, 2004, p.159).

A disciplina de história de educação no curso de pedagogia

O presente texto tem como objetivo analisar os planos de ensino da disciplina da história da educação II, entre os anos de 1972, 1990, 1991, 1995 e o atual de 2010. O primeiro que localizamos referente ao ano de 1972, contempla apenas conteúdos referentes a períodos da idade média como; Período apostólico, educação egocêntrica. A escolástica, a educação secular e as universidades medievais. Não faz referencia a fontes, a metodologia e o objeto a ser estudado.
Quanto ao plano de ensino referente ao ano letivo de 1990, comparado com o atual de 2010, não apresenta objetivo, metodologia, assim como o plano de 1972. As unidades trabalhadas são: império, colônia e republica. Os aspectos trabalhados eram:
Resgate da existência humana numa concepção de vida através do renascimento. Renovação da Humanista, A pedagogia da reforma e da contra reforma e algumas considerações, Anuncio dos tempos modernos, humanismo pedagógico, Realismo pedagógico e seus representantes. Educação das classes populares. Tendências naturalistas na educação. A influência do iluminismo na educação. Análise sobre a influência da pedagogia da Revolução na ação educacional, Considerações sobre as grandes contribuições dos teóricos da educação, o movimento pedagógico das escolas novas, e a transformação em seus métodos de ensino, e a cibernética no ensino.
As unidades são restritas á história geral da educação, com ênfase a história da educação I, não abordando a educação brasileira. Em sua ementa o levantamento com fontes, aspectos práticos. Emancipação cultural e política. Considerações gerais. Revolução educacional industrial e comercial. O papel histórico no processo de desenvolvimento social e político. A carga horária apresenta 60 horas.
Em relação a referencia bibliográfica os principais autores indicados são Fernando de Azevedo, Maria Lucia Aranha, Otaiza Romanelli,Marilena Chauí, Saviani e Paulo Freire Antonio Gramsci, alem deles são apontados alguns manuais entre eles Maria da Lucia Ribeiro, Jacinta T. Garcia, Leonel Franca, Richard Bambeger, Paulo E. Arns, Vera Teixeira de Aguiar e Betty Coelho.O plano de ensino de 1991 apresenta novos elementos até então não verificados, sendo reformulada, a ementa indica o referencial fundamentado no método do materialismo histórico dialético, analisa a educação no processo histórico, determinado pela base material das relações sociais, numa perspectiva de totalidade, enquanto síntese desse processo, que propicie a produção do conhecimento e reflexão sistemática sobre a práxis pedagógica essencial á formação do educador.
Mantém a carga horária de 60 horas, as unidades trabalhadas foram: Educação brasileira no período colonial, o período republicano, primeira, segunda e terceira e quarta republica, Estado novo e ditadura militar.
O plano de 1995, comparado aos planos de 1990e1991, já possui alguns avanços. A ementa apresenta o estudo da educação a partir do referencial teórico metodológico do materialismo histórico dialético. Tem como objetivo a produção do conhecimento e reflexão sistemática sobre a prátis pedagógica.O conteúdo programático reproduz o mesmo conteúdo do plano de ensino anterior.
O referencial bibliográfico apresenta a perspectiva Marxista de educação entre eles : Demerval Saviani, Maria Elizabete Xavier, Paulo Guiraldelli Junior, Maria Lúcia Aranha, Otaiza de Oiveira Romanelli, Sucholdoski, Caio Junior Prado, Nelson wemeck Sodré e Japiassu. O plano do ano letivo de 2010, por sua vez, apresenta mudanças substanciais quanto aos planos anteriores. Inicialmente apresenta conteúdos mais gerais faz um panorama histórico da educação brasileira. Desenvolve estudos pela educação no Brasil Colônia, Brasil Império, Brasil República, e por ultimo a escola publica no Brasil contemporâneo.
A ementa trabalha as concepções e objetivos da história da educação Brasileira e suas inter relações na importância da compreensão da realidade educacional e tem como objetivo analisar a história da educação brasileira no Brasil, seus problemas e perspectivas. Somente este plano trata especificamente a historia da educação brasileira, como objeto.
A carga horária é ampliada de 60 horas aulas para 136 horas, ampliando o tempo para discussão dos conteúdos. Em sua metodologia apresenta uma diversificação como: aulas expositivas (sistematização do conteúdo), discussões trabalhos individuais e em grupos com base em leituras prévias dos textos, análises de diversas fontes e documentos, tais como: legislações, filmes, canções, documentários, canções e literatura.
A avaliação apresenta uma característica processual no decorrer das atividades acadêmicas, da seguinte forma: produção de textos individuais durante o percurso da disciplina. Comunicações de acordo com seminários temáticos, trabalhos de grupos temáticos e textos coletivos sobre o conteúdo do programa da disciplina. Uma avaliação por bimestre. Os critérios avaliativos terão como parâmetro as normas e os procedimentos acadêmicos e regimentais estabelecidos pelo regimento geral da instituição. Em relação às Referências Bibliográficas, também apresenta uma diversidade de autores que mantém a perspectiva de estudo pautada no referencial do materialismo Histórico Dialético.

A história da educação na perspectiva dos alunos
Tendo como objetivo levantar subsídios para o desenvolvimento do projeto de monitoria da disciplina de história da educação II, foi aplicado um questionário para as turmas do curso de pedagogia contendo quatro questões de múltipla escolha e duas dissertativas. Participaram duas turmas de 3ºano e duas turmas de 4ºano, manha e noite, no total 89 alunos.
A primeira questão referia-se aos períodos históricos do conteúdo da disciplina História da educação II que despertou maior interesse. No total de 89 alunos, 28 responderam que o período que despertou lhes maior interesse foi o referente à ditadura militar, doze indicando o período do Brasil Colônia.
A segunda questão dizia respeito às estratégias que mais utilizaram para estudar os textos e acompanhar as aulas? Apresentamos três opções: leitura prévia, resumos de textos e fichamento. 38 alunos responderam ser a leitura prévia a estratégia mais usada da por eles para acompanhar as aulas de história da educação.
Na terceira questão perguntamos se tiveram alguma dificuldade no acompanhamento das aulas da disciplina durante o curso? Não houve uma discrepância em relação a essa questão, pois 46 alunos responderam não, que não tiveram dificuldade para acompanhar a disciplina, e 43 responderam que sim, tiveram alguma dificuldade.
Na quarta e ultima questão de múltipla escolha, perguntamos sobre a metodologia que eles consideravam mais adequada, a ser utilizada pelo professor ao trabalhar os conteúdos da disciplina? As opções foram: aulas expositivas, filmes, discussão em grupo ou seminários. 19 alunos consideram que o professor deve usar de todas essas metodologias, 14 optaram por aulas expositivas e discussão em grupos, 10 por aulas expositivas e filmes e os demais ficaram divididos entre as opções apresentadas.
Na primeira questão dissertativa referia-se sobre a importância da disciplina na formação do pedagogo? Verificamos que a maioria considerou que a disciplina de Historia da educação II é essencial para entender o processo histórico da educação no Brasil, e assim neste sentido permite que pedagogo compreenda melhor como se deu a educação da forma, como ela se encontra hoje.
Outras respostas apresentaram que a disciplina de história da educação é importante, pois oferece subsídios para uma visão mais critica da realidade da educação no Brasil, Importante também para compreender historicamente os acontecimentos que marcaram a sociedade, e sua relação com a educação.
Ainda em relação à primeira questão dissertativa foram enumerados os seguintes aspectos: ela possibilita refletir na prática pedagógica; Conhecer a historia da educação é primordial a todo cidadão, principalmente ao educador; Ajuda nos entender melhor, o inicio da sociedade e como se dá a política educacional, os mecanismos sócios econômicos e político que permeavam o contexto histórico educacional.
Ainda segundo os alunos possibilita que o educador tenha uma noção geral em relação à história da educação e sua trajetória em várias épocas, possibilita a formação de educadores críticos, de uma visão ampla, não ficando restritas ao ambiente escolar, mas vê a escola como parte da sociedade e que ela é afetada com o que está colocado na sociedade; Saber o porquê de a educação ser como é hoje. O que mudou, porque mudou. Qual a influencia do governo na educação.
Conhecer a dificuldade que a educação sempre enfrentou, nos diferentes períodos históricos e que reflete na educação atual; Para contextualizar o que outrora aconteceu, com o presente, mostrando que fazemos parte da história e que podemos alterar o futuro; Formar uma visão critica no pedagogo.
Apontaram para os diferentes recursos como: que as aulas fossem mais dinâmicas para que haja maior interesse por parte dos alunos, visita a museus, discussão em grupo mais pesquisa em biblioteca, pesquisa mais aprofundada da história de nossa região, exposição prévia do tema para nortear a leitura, apresentação de filmes sobre a época ou período histórico, documentários, utilização de slides, não se deter estreitamente ao texto, substituir a quantidade de textos por qualidade, que as aulas não sejam tão expositivas, pois é muito cansativa, a compreensão do limite dos alunos em relação à leitura dos textos, textos mais claros, seminários, mais abertura para os acadêmicos, expor suas idéias, e linguagem mais próxima do aluno. Ter melhor didática na relação professor aluno, mais palestra com convidados, discutir textos em grupo, diversificação de fontes, organização de um laboratório.

Considerações finais
Todos os procedimentos como acompanhamento das aulas, nas atividades desenvolvidas pelos alunos e seminários, acompanhando as avaliações produzidas pelos alunos da turma, e a leitura de textos clássicos e de autores atuais referentes à história da educação, contribuiu para uma reflexão teórica sobre a realidade da história da educação no curso de pedagogia. Os alunos se interessam e compreendem a sua importância e quais os seus problemas e suas perspectivas em relação ao processo da pratis pedagógica. Consideramos como essencial ao pedagogo conhecer todo o processo histórico da educação no Brasil, visto que essa disciplina oferece embasamento as demais.

REFERÊNCIAS

LOPES, Eliane Marta Teixeira. História da Educação. Rio de Janeiro: DP&, 2001.

LOMBARDI, José Claudinei, A escola pública no Brasil: história e historiografia In: SAVIANI, Dermeval, NASCIMENTO, Maria Isabel Moura (orgs.). Campinas, SP: Autores Associados: Histedbr, 2005. - (coleção Memória da educação).

LOMBARDI, José Claudinei. Fontes, história e historiografia da educação. In: Maria Isabel Moura. Campinas, SP: Associados: HISTEBR; Curitiba: Pontifícia Universidade do Paraná (PUCPR); Palmas, PR: Centro universitário Diocesano do Sudoeste do Paraná (UNICS); Ponta grossa, PR: Universidade de Ponta Grossa (UEPG), 2004. -(coleção Memória da educação).

UNIOESTE. Plano de ensino. 1972.

UNIOESTE. Plano de ensino. 1990.

UNIOESTE. Plano de ensino. 1991.

UNIOESTE. Plano de ensino. 1995.

UNIOESTE. Plano de ensino. 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário